Não espero mais nada do que tenho agora;
um punhado de historias para recordar
e umas quantas punhaladas a cicatrizar.
Não quero mais nada do que vomitar tudo para fora
e afogar-me devagar no meu próprio vómito;
Custa apenas a ganhar-lhe o hábito
e em poucos minutos parece tudo acabar.
O alivio de sentir angústia
e o alivio de sentir dor
funciona como uma sinfonia
na cabeça de um sonhador.
Vivo em penitencia com a memória,
acontece porque não acredito no futuro.
Conformo-me com as falhas e repito-as,
talvez pelo gozo que sinto ao sofrer com as mesmas histórias,
ou talvez porque o meu cérebro não é local seguro,
ele obriga-me a construir palavras só para vomita-las.
O que isto tem de maravilhoso
é que apenas que um momento no jazigo
Faz-me amar cegamente o odioso
e carrega-lo para sempre comigo.
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